CRISTINA REGADAS (Porto, 1977)
O seu trabalho explora o tempo como matéria sensível, partindo da fotografia, de elementos orgânicos, dos arquivos e da memória. Através da recolha, apropriação e justaposição de fragmentos provenientes destes sistemas, Cristina Regadas constrói objectos e imagens que se organizam em camadas, configurando narrativas histórico-poéticas onde passado e presente se entrelaçam, convocando reflexões sobre a permanência, a transformação e a fragilidade da memória. A sua prática estende-se a processos de mediação e activação cultural, integrando o ritual do chá como gesto de atenção, escuta e partilha, que informa a relação com o outro.